sábado, julho 18, 2009
quinta-feira, junho 11, 2009
Junho Chuvoso...
sábado, maio 16, 2009
Momentos proporcionados por Justin Timberlake
Eis mais um vídeo em que figura esse Tony Carreira americano, o Justin Timberlake. Para além do comentário óbvio que alguém faria a ver esse vídeo quero ressaltar aspectos bastante mais lúdicos desta obra:
Reparem que a parte em que ele aparece ao piano está maravilhosamente dessincronizada com qualquer som semelhante ao de um instrumento do género (e eu já estou a a incluir o cravo e o clavicórdio como opções...)
Notifico ainda que, embora a Estrela Polar possa ser enganadora, o Norte não fica algures na estratosfera...
Enfim, são momentos não ao nível do clip da "What comes around" em que esse ídolo persegue loucamente uma rapariga para... lhe bater(?), mas quase.
Klepht, Embora Doa
Esta música é sobre......... relações Humanas
quinta-feira, maio 07, 2009
Mr Bightside, The Killers
Tinha mesmo pensado escrever alguma coisa para esta música, mas não consigo. Talvez noutra altura, gosto muitíssimo dela, por demasiadas razões para conseguir listá-las.
sábado, maio 02, 2009
Misread, Kings of Convenience
Sentados frente a frente num café a transbordar, falas-me de algo desinteressante e monótono. Eu sorrio, não quero interromper, seria mal-educado. Tu continuas, incessantemente a relatar a tua lista de feitos e glórias, acontecimentos insignificantes na vida de outros que não me dizem respeito. Recosto-me e contenho um suspiro, de novo sorrio.
Nada me poderia interessar menos que o que dizes, o que fazes o que és. Concluo que, a meus olhos, és a pessoa mais secundária do Planeta, mas não to vou dizer, seria desagradável, por isso sorrio. E o meu sorriso já deve estar gasto e deslavado de o usar em vão.
E ainda, sem fim, sem dares espaço a um esboço de diálogo, prossegues no teu monólogo interminável.
Suspiro, movimento de ar irreprimível, esboço de sinceridade incoercível, traição capital ao meu sorriso amarelo, dou-te a entender o quão entediante tu és. Mesmo assim não compreendes. Talvez por um só momento a tua voz tenha vacilado, talvez por um microssegundo tenhas duvidado antes de te lançares de novo à carga, mas foi imperceptível.
Chego-me à frente, estou quase a adormecer. Neste momento não me és nada e irrita-me que te estejas a apropriar de mim e do meu tempo de forma tão óbvia.
As unhas são sempre a resposta quando já nem suporto olhar para a tua cara, ainda resplandecente do sorriso da vitória - afinal estás a conseguir o queres, a minha atenção total.
A raiva por seres tão óbvio cresce e borbulha dentro de mim, parte de mim quer atirar-te com o café quente à cara para te apagar esse sorriso estúpido. Em vez disso sorrio um pouco mais... Já me doem os cantos da boca do esforço.
Enfim, silêncio, a minha oportunidade de ouro para me pôr daqui para fora. Em vez disso, monopolizas de imediato o espaço de conversa e eu perco a chance de falar, uma vez mais.
Agora não posso mais, o sorriso apaga-se de vez.
"Inês...?" treme-te a voz, parece que percebeste.
Sorrio de novo, agora um sorriso verdadeiramente gelado.
"Está a ficar tarde..." pego na carteira para sair.
"Foi alguma coisa que eu fiz?"
Foi muito mais que isso.
"Até à próxima."
One of us misread
O meu tempo não é teu, eu não sou tua, e tu nunca deverias ter pensado que sim. O facto de o teres feito apenas me insulta e indigna.
A friend is not a means
You utilize to get somewhere
"Fica bem."
How come no-one told me
All throughout history
The loneliest people
Were the ones who always spoke the truth
The ones who made a difference
By withstanding the indifference
I guess it's up to me now
Should I take that risk or just smile?
Chega de sorrisos, tenho de dizer a verdade, já que o teu passatempo favorito é fazer de conta que não compreendes os subentendidos.
sábado, abril 11, 2009
Boa Páscoa
Os Fantásticos Franz Ferdinand - Take me Out
So if you're lonely
You know I'm here
Waiting for you
I'm just a crosshair
I'm just a shot away from you
And if you leave here
You leave me broken
Shattered I lie
I'm just a crosshair
I'm just a shot then we can die
I know I won't be leaving here
With you
I say don't you know
You say you don't know
I say... take me out
I say you don't show
Don't move time is slow
I say... take me out
I say you don't know
You say you don't go
I say... take me out
If I move this could die
If I move this could die
I want you...to take me out!
I know I won't be leaving here (with you)
I know I won't be leaving here (with you)
I know I won't be leaving here (with you)
I know I won't be leaving here with you
I say don't you know?
You say you don't know
I say...take me out
If I wane, this can die
If I wane, this can die
I want you...to take me out
If I move, this could die
If I move, this could die
Come on, take me out
I know I won't be leaving here(with you)
I know I won't be leaving here(with you)
I know I won't be leaving here(with you)
I know I won't be leaving here with you
Boa Páscoa a todos!
quarta-feira, março 25, 2009
Resposta ao desafio de Equilibrista
Livro: O Perfume
Autor: Patrick Süskind
e a quinta frase da página 161 não existe porque é o fim do capítulo, mas deixo-vos a última (3ª frase dessa página):
"Esboçou um pequeno aceno de cabeça à silhueta e verificou que, ao corresponder-lhe, ela dilatava discretamente as narinas"
Passo a honrosa missão de transcrever a 5ª frase da página 161 do livro que bem entenderem a:
Crepúsculo Reticente
Primum non nocere
Bubblebou
e
O desvario
quinta-feira, março 19, 2009
See You - Depeche Mode
All I want to do is see you again
Is that too much to ask for?
I just want to see your sweet smile
Smiled the way it was before
Well Ill try not to hold you
And Ill try not to kiss you
And I wont even touch you
All I want to do is see you
Dont you know that its true
I remember the days when wed walk through the woods
And sit on a bench for a while
I treasure the way we used to laugh and play
And look in each others eyes
You can keep me at a distance if you dont trust my resistance
But I swear I wont touch you
All I want to do is see you
Dont you know that its true
Well I know five years is a long time
And that times change (oh that times change)
But I think that you will find
People are basically the same (basically the same)
If the waters still flowing, we can go for a swim
And do the things we used to do
And if Im reluctant you can pull me in
And we can relive our youth
Oh but well stay friendly like sister and brother
Though I think I still love you
All I want to do is see you
Dont you know that its true?
:)
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Príncipes Encantados
[Este post contém sarcasmo - s. masc. ironia azeda]
Para mim não se trata de uma questão de existência, de abundância ou de distribuição demográfica.
Mesmo que existam príncipes encantados eu não me adapto a eles, simplesmente não tenho uma personalidade compatível com a 'donzela em apuros'.
Ora veja-se:
1) Tenho em dificuldade em pedir ajuda.... Quanto a gritar por socorro é difícil, o mais provável seria que lhe enviasse uma SMS nos seguintes termos:
O que seria muito pouco eficaz. Pelo que tenho pesquisado concluo que os príncipes são pouco sensíveis a este tipo de pedidos de ajuda pouco claros.
2) Tomaria desde logo medidas, entre as quais tentar enfiar caneladas no dragão, especular sobre a sua orientação sexual, ganha-pão da mãe dele e etc...
O mais provável era que quando o príncipe chegasse (considerando, por hipótese, que havia percebido o meu pedido de ajuda) eu estivesse suficientemente envolvida numa violenta discussão (que cursava com linguagem pouco própria para uma donzela) para nem reparar na sua triunfal entrada
3)Assim que livre do meu apuro começaria a mandar vir com o dito príncipe... "porque demoraste tanto, a uma hora sem trânsito?" "oh, animal, não vês que esta rua tem prioridade? Onde é que tiraste a carta equestre?" e por ih até ser atirada do dorso do corsel para um lago
4) Tenho o cabelo demasiado curto para fazer uma escada. Se fosse a Rapunzel bem que atirava o raio da bruxa pela janela abaixo e mandava o príncipe comprar equipamento de alpinismo, que o meu cabelo não é ninho para semelhantes piolhos
5)Falo demais, tornaria as cavalgadas subsequentes um martírio
6)Provavelmente acabaria por considerar o meu príncipe um bocado obtuso por não ter conseguido ter nenhuma conversa remotamente interessante com ele
7)Considero que "muito obrigada" é uma maneira mais interessante de agradecer a alguém do que oferecer-lhe um lenço branco. E isto tende a ser mal interpretado.
8)A expressão 'nobre donzela' faz-me rolar os olhos de desdém
9)Adormeço sempre em discursos motivacionais demasiado longos.
10)Não considero 'salvei-te' um argumento válido que leve alguém a casar-se com outro
11)Desconfio desde raiz dos finais felizes
12)Lamechices tendem a fazer-me vomitar
13)Considero uma ideia mais interessante pegar numa espada e aprender a lutar sozinha do que ficar toda a vida à espera de ser salva
14)Desconfio de todas as personagens cuja descrição inclua 'cabelo doirados, que ensombravam a claridade dos próprios raios solares'
15)Não acredito em dragões
Enfim, ainda bem que os 'príncipes' reais são infinitamente mais interessantes que os ficcionais. E ainda bem que nasci bruxa má e não princesa...
[Não me levem demasiado a sério, eu também vi todos os filmes da Disney e brinquei com todas as Barbies existentes, mas lembrei-me de fazer este post em memória de um famoso grito d'alma do MSN]
Para mim não se trata de uma questão de existência, de abundância ou de distribuição demográfica.
Mesmo que existam príncipes encantados eu não me adapto a eles, simplesmente não tenho uma personalidade compatível com a 'donzela em apuros'.
Ora veja-se:
1) Tenho em dificuldade em pedir ajuda.... Quanto a gritar por socorro é difícil, o mais provável seria que lhe enviasse uma SMS nos seguintes termos:
Oix*Nem imaginax a xena k m acontxeu! Xou mm tonixax, deixei-m apanhr p 1 dragao! Como vaix? Bjo Bjo**
O que seria muito pouco eficaz. Pelo que tenho pesquisado concluo que os príncipes são pouco sensíveis a este tipo de pedidos de ajuda pouco claros.
2) Tomaria desde logo medidas, entre as quais tentar enfiar caneladas no dragão, especular sobre a sua orientação sexual, ganha-pão da mãe dele e etc...
O mais provável era que quando o príncipe chegasse (considerando, por hipótese, que havia percebido o meu pedido de ajuda) eu estivesse suficientemente envolvida numa violenta discussão (que cursava com linguagem pouco própria para uma donzela) para nem reparar na sua triunfal entrada
3)Assim que livre do meu apuro começaria a mandar vir com o dito príncipe... "porque demoraste tanto, a uma hora sem trânsito?" "oh, animal, não vês que esta rua tem prioridade? Onde é que tiraste a carta equestre?" e por ih até ser atirada do dorso do corsel para um lago
4) Tenho o cabelo demasiado curto para fazer uma escada. Se fosse a Rapunzel bem que atirava o raio da bruxa pela janela abaixo e mandava o príncipe comprar equipamento de alpinismo, que o meu cabelo não é ninho para semelhantes piolhos
5)Falo demais, tornaria as cavalgadas subsequentes um martírio
6)Provavelmente acabaria por considerar o meu príncipe um bocado obtuso por não ter conseguido ter nenhuma conversa remotamente interessante com ele
7)Considero que "muito obrigada" é uma maneira mais interessante de agradecer a alguém do que oferecer-lhe um lenço branco. E isto tende a ser mal interpretado.
8)A expressão 'nobre donzela' faz-me rolar os olhos de desdém
9)Adormeço sempre em discursos motivacionais demasiado longos.
10)Não considero 'salvei-te' um argumento válido que leve alguém a casar-se com outro
11)Desconfio desde raiz dos finais felizes
12)Lamechices tendem a fazer-me vomitar
13)Considero uma ideia mais interessante pegar numa espada e aprender a lutar sozinha do que ficar toda a vida à espera de ser salva
14)Desconfio de todas as personagens cuja descrição inclua 'cabelo doirados, que ensombravam a claridade dos próprios raios solares'
15)Não acredito em dragões
Enfim, ainda bem que os 'príncipes' reais são infinitamente mais interessantes que os ficcionais. E ainda bem que nasci bruxa má e não princesa...
[Não me levem demasiado a sério, eu também vi todos os filmes da Disney e brinquei com todas as Barbies existentes, mas lembrei-me de fazer este post em memória de um famoso grito d'alma do MSN]
domingo, fevereiro 01, 2009
Calendas de Fevereiro

Já tinha saudades desta série. Havia montes de episódios que nunca tinha visto e agora estou quase a acabar a primeira temporada.
Comigo tudo bem, e convosco?
Desculpem o silêncio intercalado por posts demasiado breves sobre coisas demasiado insignificantes. Tenho andado a dedicar mais tempo ao meu diário. Infelizmente as coisas que tenho tido vontade de escrever não se podem publicar aqui...
Para quem quiser ouvir algo de novo, engraçado, mas não espectacular:
Meiko, um mais-do-mesmo refrescante. Bom para ouvir com a neura
Para quem quiser ouvir algo mesmo original:
Amiina Estou completamente viciada no CD delas, Kurr. Já tive a sorte de as ver ao vivo. Espectacular!
Beijinhos
terça-feira, janeiro 20, 2009
We miss you already
Priceless LOOOOOL. Esperemos que o Obama não nos proporcione situações de tão elevada sabedoria e riqueza de espírito.
sábado, janeiro 03, 2009
Analgésicos de Acção Central
Feliz 2009!
Desejo-vos tudo de bom neste ano!
PS- Sinto-me prestes a fazer uma estupidez fenomenal...
Desejo-vos tudo de bom neste ano!
PS- Sinto-me prestes a fazer uma estupidez fenomenal...
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Stuff That You Need for Finals
Finals Countdown, Amateur Transplants
É verdade, estão aí os exames...
domingo, dezembro 14, 2008
Salvem os Ricos
Brilhante, como sempre! A verdade é que o Eduardo Madeira é um melhor Axl Rose que o próprio, embora o tamanho das barrigas seja em tudo semelhante, nos dias que correm, eheh (vou dar um desgosto à Sofia por estar aqui a dizer isto... agora é que ela nos vai fechar na ervilha motora dela com Nine Inch Nails aos berros... Sem ter por onde fugir!)
Espero que se divirtam tanto com isto como eu, porque vão-me ouvir a cantar isto abusivamente durante esta semana!

Eheh, encontrei no TwilightSucks, não é meu!
quinta-feira, dezembro 11, 2008
The Life of a Mary Sue
Não é sem auto-crítica que posto este vídeo aqui. Eu sou uma grande geradora de Mary-Sues, evito pô-las na net, mas estou sempre a pensar nas minhas... Enfim, esta música está fantástica, de chorar a rir, melhor só mesmo:
A verdadeira história de Twilight
sábado, dezembro 06, 2008
Crepúsculo
Black Ghost - Full Moon
Nunca deixará de me surpreender que os filmes fracos tenham bandas sonoras tão boas.
Ontem fui ver o Twilight com a Mariana e com a Sofia. Foi muito engraçado porque a companhia é excelente, mas quanto ao filme deixou muito a desejar. Esperava que fosse muito pior para podermos gozar mais com aquilo, enfim, Hollywood está a melhorar os seus clichés e isso não é nada divertido.
Mesmo assim foi uma paródia. Descobri que o meu objectivo número um na vida é ser vampira - aquilo parece não ter inconvenientes! Questiono-me até que ponto é que devem deixar adolescentes inocentes (????) ver aquilo... Na minha opinião todas as histórias de vampiros deveriam ter a finalidade de nos mostrar quão importante e bela é a efemeridade da vida, e não frustrarmo-nos por não conseguirmos voar ou parar carrinhas com as mãos.
A Sofia leu o livro eheheheheheh
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Retalhos
Há vários temas que eu quero abordar neste post.
Os meus dias têm corrido mais ou menos sem novidade, mas sábado aconteceu algo de extraordinário.
Fui ver o Ensaio sobre a Cegueira ao cinema.

Nunca li o livro, mas achei o filme extraordinário, fez-me pensar muito sobre a moral humana e a importância da compaixão. Adorei, é mesmo daqueles que valem o dinheirinho todo do bilhete.
Esta última cena é absolutamente brilhante, mas eu não a vou comentar para quem ainda não conheça a história e queira ver o filme.É verdade, semana passada comi pela primeira vez castanhas assadas na rua, confesso que foi uma desilusão, sabiam a cinza e saíram-me caríssimas, mas pelo menos matei a curiosidade!
Madredeus, Ao Longe o Mar (felizmente não sou eu a cantar :P)
Cool
It's hard to remember how it felt before
Now I found the love of my life...
Passes things get more comfortable
Everything is going right
And after all the obstacles
It's good to see you now with someone else
And it's such a miracle that you and me are still good friends
After all that we've been through
I know we're cool
We used to think it was impossible
Now you call me by my new last name
Memories seem like so long ago
Time always kills the pain
Remember Harbor Boulevard
The dreaming days where the mess was made
Look how all the kids have grown
We have changed but we're still the same
After all that we've been through
I know we're cool
And I'll be happy for you
If you can be happy for me
Circles and triangles, and now we're hangin' out with your new girlfriend
So far from where we've been
I know we're cool
Adoro esta música, tenho pena de não ter arranjado o vídeo, mas não está disponível no youtube.
domingo, novembro 23, 2008
Esquema de Resolução de problemas de Perséfone
- Dá erro destrói-se a fonte do erro (muda-se a skin do blog porque não apetece descobrir porque é que a outra não deixa reproduzir os vídeos do Youtube)
- Não dá para destruir, ignora-se
- Não dá para ignorar, entra-se em pânico.
O primeiro "Porque hoje é Domingo" desde há muitos meses. Aleluia alguma acção neste blog!
Ah, eu ainda não tinha anunciado mas parece que o Shaolan não está mais interessado em colaborar aqui.
É tudo!
domingo, novembro 16, 2008
Gobbledigook para ti também!
esta é a versão youtube do novo vídeo dos Sigur Rós, sem pessoal nu a correr pela floresta fora. No outro dia estava a ver a reportagem da Sic Notícias sobre o concerto deles no Campo Pequeno (sim, eles não vieram ao Porto desta vez... deixem-se estar que eu digo-vos...) e passaram o vídeo completo, ao que entra a minha mãe e grita "O QUE É ISTO?", mas quando eu disse que era o clip da gobblegook a conteda em potência ficou resolvida.
Agora com a Bjork (ela só faz lalalalalallalala e toca tambor, mas está lá e é brilhante, como sempre)
Esta música é o verdadeiro elixir da alegria, põe qualquer um contente por alguns minutos, remete-nos para a terra do nunca, faz-nos jurar que nunca crescemos, que ainda somos crianças eternas. Ai, gobbledidook para vós!
PS- não imagino o que quererá dizer Gobbledigook em Hopelandish/islandês, mas em persefonês quer dizer alegria ;)
sexta-feira, outubro 10, 2008
Chapter 2 - Acute and Chronic Inflammation
Não, nem me vou desculpar, é a realidade e tenho de aceitar assim mesmo... Não, talvez não esteja num fase "blog" da minha vida, talvez não esteja numa fase introspectiva, não queira escrever, apenas guardar. A verdade é que deve ser a décima vez que aqui venho e este é o primeiro esboço de post que escrevo. A verdade é que tenho estado a escrever mal e porcamente (não dá para notar as diferenças a olho nu, eu sei) e tudo o que eu não quero é partilhar.
Não, talvez esteja numa altura egoísta da minha vida. Não desejo comunicar, apenas viver dentro do esporo, à espera de, talvez, germinar de novo.
Não, não deve ser nada disto... É uma destas fases, vocês sabem. Não, não sabem porque eu não disse, mas presumi.
Não, talvez esteja a desenvolver um gosto pelo debate incompatível com a exposição solitária dos argumentos.
Não, não, não, não, talvez seja só uma moda, um go with the flow, ninguém quer saber e eu também não.
Não, sobretudo não, não está na minha natureza.
Não, mas alguma coisa saiu.
Sim, enfim!
Sim, posso afirmar, algo produzi, mas não, não me satisfaz ;)
Não, talvez esteja numa altura egoísta da minha vida. Não desejo comunicar, apenas viver dentro do esporo, à espera de, talvez, germinar de novo.
Não, não deve ser nada disto... É uma destas fases, vocês sabem. Não, não sabem porque eu não disse, mas presumi.
Não, talvez esteja a desenvolver um gosto pelo debate incompatível com a exposição solitária dos argumentos.
Não, não, não, não, talvez seja só uma moda, um go with the flow, ninguém quer saber e eu também não.
Não, sobretudo não, não está na minha natureza.
Não, mas alguma coisa saiu.
Sim, enfim!
Sim, posso afirmar, algo produzi, mas não, não me satisfaz ;)
domingo, setembro 14, 2008
terça-feira, setembro 09, 2008
Definição de Amor
"Bem sei que não amamos ninguém pelas suas virtudes, sim, outrora, acreditava que amávamos mais os oprimidos, os prevaricadores, os conflituosos que a virtude, e depois envelheci e aprendi, e hoje sei que até mesmo as faltas e erros de um ser nos não fazem amá-lo, como o não faz a sua beleza, a sua bondade ou as suas virtudes. É uma coisa que talvez só se compreenda no fim, quando a sabedoria e a experiência já não significam grande coisa. Trata-se de uma dura lição, por certo, e não contém conforto nem adulação - temos que admitir que não amamos uma pessoa pelas suas qualidades e defeitos, por ser bela ou, por estranho que pareça, por ser feia, corcunda ou pobre; amamo-la simplesmente porque existe no Mundo uma vontade cuja substância verdadeira não conseguimos penetrar, que quer exprimir-se ao acaso da sua inspiração para que o mundo inteiro na sua rotação eterna se renove e que, por razões incompreensíveis, toca com força terrível os nervos, acelera o trabalho das glândulas e perturba os cérebros mais brilhantes."
Sandór Márai, A conversa de Bolzano.
Sublime, não é?
quinta-feira, agosto 07, 2008
Julho de 2008
Há muitos motivos pelos quais recordarei este mês, não prometo que para sempre, mas até que me canse de o fazer.
Um dos quais terá de ser pela novidade de pela primeira vez um mês não constar na lista do meu arquivo do blog. Não postei, muito embora tenha mudado a skin e não tenha portanto abandonado de todo este meu projecto de vida.
Sinto-me estranha ao pensar que tinha estabelecido o compromisso de escrever todos os Domingos e ainda mais me sinto ao pensar no quão pouco essa realidade me perturbou em todos os dias desse Julho em que ostensivamente não o cumpri.
Outro por ser um mês de despedidas e de decisões, não quero explicar muito disto, mas foi um mês (e este Agosto também está a ser) em que fui muito espectadora indiferente da minha existência, em que escolhi sem o coração, em que tudo pouco me importou.
E o outro motivo foi este:

E assim termino esta pequena explicação.
quinta-feira, julho 10, 2008
Cesto de Gávia
"Ora... 53 são 70 cêntimos, deixa cá ver... Vou ver se acabo aquilo hoje uma moeda de 50, outra de 10, ui, caiu, Só queria ir ao cinema uma moeda de 10 e duas de 5... 70... ui tenho de marcar o número 53. Tenho de acabar aquilo hoje Ciiiiiinco Trêêês"
Com um estrondo caiu das últimas prateleiras a lata de sumol que eu estava a tentar extrair de uma máquina automática. Peguei-lhe e abri-a. Um líquido gelado de sabor ácido e adocicado tocou-me na língua. Estremeci, estava fria de mais, e comecei a caminhar. Detive-me perante uma janela.
Estava no 8º piso e as "vistas" eram mais ou menos agradáveis, pelo que me sentei no corrimão da escada a observar.
Enquanto girava a latinha na mão a paisagem transfigurou-se-me perante os meus olhos. Não via mais uma dúzia de blocos cansados e cinzentos com janelas demasiado exaustas para ocultarem o seu interior. Não, olhei para baixo e as beatas de cigarros que se acumulavam nos telhados dos andares inferiores deram-me a ilusão de estar, feita Deus todo-poderoso, a espreitar, através das estrelas da esfera celeste, a vida dos humanos lá em baixo na Terra.
Pontos brancos, os Homens passavam de janela em janela. Alguns com pressa e competência, outros devagar e cansados. Muitos cabisbaixos e ensimesmados "quem sabe porque desgraça?", outros ainda distraídos, como se, como eu, estivessem a viver uma ilusão.
Centenas de existências se cruzavam sob o meu olhar atento, mas para mim nada significavam. Eram um enigma profundo, demasiado distante para me preocupar.
E olhei, condescendente para a a "Criação", o triste e harmonioso acumular de cimento que constituía aquele Universo.
Foi então que levantei os olhos e vi algo de singelo: um céu azul-cobalto imperava sobre tudo aquilo. Estava enganada, mais do que uma mera observadora, eu vivia também uma daquela enigmáticas existências
Acabei o sumol e desci as escadas, meditabunda.
Com um estrondo caiu das últimas prateleiras a lata de sumol que eu estava a tentar extrair de uma máquina automática. Peguei-lhe e abri-a. Um líquido gelado de sabor ácido e adocicado tocou-me na língua. Estremeci, estava fria de mais, e comecei a caminhar. Detive-me perante uma janela.
Estava no 8º piso e as "vistas" eram mais ou menos agradáveis, pelo que me sentei no corrimão da escada a observar.
Enquanto girava a latinha na mão a paisagem transfigurou-se-me perante os meus olhos. Não via mais uma dúzia de blocos cansados e cinzentos com janelas demasiado exaustas para ocultarem o seu interior. Não, olhei para baixo e as beatas de cigarros que se acumulavam nos telhados dos andares inferiores deram-me a ilusão de estar, feita Deus todo-poderoso, a espreitar, através das estrelas da esfera celeste, a vida dos humanos lá em baixo na Terra.
Pontos brancos, os Homens passavam de janela em janela. Alguns com pressa e competência, outros devagar e cansados. Muitos cabisbaixos e ensimesmados "quem sabe porque desgraça?", outros ainda distraídos, como se, como eu, estivessem a viver uma ilusão.
Centenas de existências se cruzavam sob o meu olhar atento, mas para mim nada significavam. Eram um enigma profundo, demasiado distante para me preocupar.
E olhei, condescendente para a a "Criação", o triste e harmonioso acumular de cimento que constituía aquele Universo.
Foi então que levantei os olhos e vi algo de singelo: um céu azul-cobalto imperava sobre tudo aquilo. Estava enganada, mais do que uma mera observadora, eu vivia também uma daquela enigmáticas existências
Acabei o sumol e desci as escadas, meditabunda.
sábado, junho 28, 2008
Exames 100% pirilampados
Pois parece que há indivíduos a pirilampar exames que depois ficam todos pirilampados... E isto deixa-me deveras preocupada porque exames pirilampados resultam em notas pirilampas...
Já nem sei o que pensar!
Pirilampai!
Qualquer dia chamam a ministra da educação à FMUP para lhe dizer que os nossos exames estão a ficar todos pirilampados, de tal forma que já parecem os nacionais. Só é pena não serem nada fáceis, nem nos perguntarem qual o quadrado de cem (pergunta à qual nem todos os alunos/docentes saberiam responder prontamente).
De todos os posts deste blog, este é o que faz menos sentido, sintam-se à vontade para confirmar...
sábado, junho 07, 2008
Fui Ver
Uma caixa rosada, com a tinta a descascar nos cantos, quadrangular caiu sobre as minhas mãos em concha. Não era muito pesada, calculei que tivesse aproximadamente o peso de um coração...
Virei-a de todos os ângulos possíveis, examinei-a desconfiada. Havia algo nela que me inspirava cuidados. Talvez fosse o aloquete robusto, ou quem sabe, o total silêncio que emanava das suas arestas, como uma aura. Abaneia-a, não emitiu qualquer som, nem mesmo o da fechadura a balançar contra a madeira.
Receei abri-la, mas algo me disse que era a única saída, que era a única resposta. Com muito cuidado, muito carinho, forcei a tampa a levantar-se. Não ofereceu qualquer resistência, para meu maior assombro.
Olhei: estava vazia. Nem uma partícula de pó se abrigava nos seus cantos. Nem uma lasca de tinta a habitava. Vazia, oca, preenchida de um nada maior que todos os vazios.
Suspirei, que alívio! Há mesmo coisas que só pertencem ao passado.
terça-feira, junho 03, 2008
domingo, maio 04, 2008
Let's Talk
[Há coisas que só pertencem ao passado]
[mais tarde, ainda mais gente me rodeia]
Pego no telemóvel ansiosa... Tenho de ter rede... É um caso urgente. O servidor não pode assim de um momento para o outro ignorar a emergência que a minha mensagem constituía... Vá lá.... Vá lá... De cinco em cinco segundos meto a mão no bolso do telemóvel para me certificar que ninguém me contactou. Um gesto nervoso, um vício, um arrependimento "porque é que não combinei antes no fim?". Salto num pé, salto no outro. Ah, graças a Deus, uma mensagem "Onde estás exactamente?". Respondo a correr e continuo a ladainha do "Vá lá, entrega...". Tento acalmar-me, mas insistentemente recordo-me que estou a tentar encontrar uma agulha móvel num palheiro pantanoso. Não tiro os olhos do horizonte estreito que enxergo e ganho outro vício: pôr-me em bicos de pés, não que veja mais alguma coisa, mas porque me dá a sensação de estar a fazer algo de produtivo para além de estar a olhar em frente. E como uma corrente violenta aproximas-te. Num desalinho, ofegante, nem podes crer que estou em frente aos teus olhos. Começas um relambório de críticas, queixas e pedidos de desculpas até que te apercebes que eu estou em silêncio e também te calas, quase receosa pelo que vem aí. Então eu abraço-te, não muito longamente, mas num abraço cheio de significado. E as tuas lágrimas caem uma a uma no meu ombro, bordam-se no tecido, traçando um padrão secreto e eterno. Não sei dizer se foram de alegria, se foram de tristeza, se uma mistura das duas coisas (o mais provável), mas sei que me fizeram acreditar um pouco mais que há mesmo milagres.
"Porque há sempre muitas coisas que podes oferecer: carinho, companheirismo, acompanhamento" citação adaptada
[mais tarde, ainda mais gente me rodeia]
Pego no telemóvel ansiosa... Tenho de ter rede... É um caso urgente. O servidor não pode assim de um momento para o outro ignorar a emergência que a minha mensagem constituía... Vá lá.... Vá lá... De cinco em cinco segundos meto a mão no bolso do telemóvel para me certificar que ninguém me contactou. Um gesto nervoso, um vício, um arrependimento "porque é que não combinei antes no fim?". Salto num pé, salto no outro. Ah, graças a Deus, uma mensagem "Onde estás exactamente?". Respondo a correr e continuo a ladainha do "Vá lá, entrega...". Tento acalmar-me, mas insistentemente recordo-me que estou a tentar encontrar uma agulha móvel num palheiro pantanoso. Não tiro os olhos do horizonte estreito que enxergo e ganho outro vício: pôr-me em bicos de pés, não que veja mais alguma coisa, mas porque me dá a sensação de estar a fazer algo de produtivo para além de estar a olhar em frente. E como uma corrente violenta aproximas-te. Num desalinho, ofegante, nem podes crer que estou em frente aos teus olhos. Começas um relambório de críticas, queixas e pedidos de desculpas até que te apercebes que eu estou em silêncio e também te calas, quase receosa pelo que vem aí. Então eu abraço-te, não muito longamente, mas num abraço cheio de significado. E as tuas lágrimas caem uma a uma no meu ombro, bordam-se no tecido, traçando um padrão secreto e eterno. Não sei dizer se foram de alegria, se foram de tristeza, se uma mistura das duas coisas (o mais provável), mas sei que me fizeram acreditar um pouco mais que há mesmo milagres.
"Porque há sempre muitas coisas que podes oferecer: carinho, companheirismo, acompanhamento" citação adaptada
sexta-feira, abril 25, 2008
Barreira
Tenho uma dificuldade inultrapassável: não consigo escrever sobre o que sinto ao ouvir uma sublime música dos Sigur Rós. Apenas consigo imaginar ténues paisagens montanhosas constituídas por néon puro, centenas cascatas de água cristalinas a choverem do céu, o interior de um quadro de Monet (os nenúfares, o horizonte pontilhado, a explosão moderada de cores), a vida num poema de Fernando Pessoa. Enfim, coisas impossíveis que ninguém, no seu perfeito juízo, vem dizer para as ruas.
Não se pode falar de sons que se vêem nem de luzes que se ouvem e esperar ser compreendido.
Vivo atormentada com esta impossibilidade. Já falei de muitas músicas, já escrevi sobre muitos artistas: my chemical romance, coldplay, gotan project, muse, mas tudo isto me parece fácil de mais ante a dificuldade que impus a mim própria.
Vou simplificar: cingir-me às coisas reais. Afinal elas também existem nestas músicas.
Há acordes que me fazem sentir num outonal bosque de bétulas, inundado de uma luz cristalina, populoso de cantos de pássaros. Já é uma boa aproximação... mas deixa-me insatisfeita! Vou tentar sentimentos: sabem quando vos acontece uma coisa mesmo muito boa? Tudo o que desejaram e para o qual mais lutaram aqui e agora, saltam no vosso peito os acordes da Samskeyti. Não, muito subjectivo (mesmo para poesia) e pouco explicativo.
Por mais voltas que dê à cabeça não encontro solução... até que... mas é óbvio há apenas uma coisa que posso escrever sobre estas músicas:
Tão simples quanto isto, porque há coisas tão maiores que palavras. Ouçam e tentem agora vocês dizer-me o que sentiram ;-)
Não se pode falar de sons que se vêem nem de luzes que se ouvem e esperar ser compreendido.
Vivo atormentada com esta impossibilidade. Já falei de muitas músicas, já escrevi sobre muitos artistas: my chemical romance, coldplay, gotan project, muse, mas tudo isto me parece fácil de mais ante a dificuldade que impus a mim própria.
Vou simplificar: cingir-me às coisas reais. Afinal elas também existem nestas músicas.
Há acordes que me fazem sentir num outonal bosque de bétulas, inundado de uma luz cristalina, populoso de cantos de pássaros. Já é uma boa aproximação... mas deixa-me insatisfeita! Vou tentar sentimentos: sabem quando vos acontece uma coisa mesmo muito boa? Tudo o que desejaram e para o qual mais lutaram aqui e agora, saltam no vosso peito os acordes da Samskeyti. Não, muito subjectivo (mesmo para poesia) e pouco explicativo.
Por mais voltas que dê à cabeça não encontro solução... até que... mas é óbvio há apenas uma coisa que posso escrever sobre estas músicas:
Tão simples quanto isto, porque há coisas tão maiores que palavras. Ouçam e tentem agora vocês dizer-me o que sentiram ;-)
Subscrever:
Mensagens (Atom)








